Moogle Nest

Thursday, December 18, 2008

Top 5 Medos de Filmes de Terror

Eu gosto de filmes de terror. Assim, bastante. Mas depende do terror: terror sobrenatural me assusta horrores enquanto os de matança descontrolada e rios de sangue me divertem mais do que festival de sushi de graça. Terror sobrenatural classifica-se como O Grito, O Chamado and so on. Venho por meio desta postagem classificar meus maiores medos provindos de filmes de terror, para mero lembrete a minha pessoa.

1.
Fechar o olho durante o banho. Acredite se quiser, eu tenho pavor disso. Sempre que vou tomar banho, eu passo a mão no sabonete, fecho os olhos e limpo a cara toda. Fico sem poder enxergar por uns meros 30 segundos (que é o tempo de lavar tudo). Desde que assisti o maldito Grito e vi a cena da mulher e a mão saindo da cabeça, eu criei este medo insano.
2.
Tv desligando sozinha. Digam o que quiserem, O Chamado me mata de medo. Aquela menina é o demônio, pra mim. E eu tenho mania de dormir com a tv ligada, então sempre programo o Sleep para uns 15 ou 30 minutos (dependendo do meu cansaço). Acontece que às vezes eu programo e não durmo, e fico lá no escuro vendo tv. Então, o Sleep exerce sua função e voilá. Me cago de medo everytime.
3.
Cabelo no ralo. Eu tenho muitos fios de cabelo. Tipo muitos. Quando lavo o cabelo, é só passar o pente que saem tufos e tufos (e mesmo assim continuo com muito cabelo). Então imaginem meu ralo durante o banho. Pois é, eu apenas imagino porque não abaixo a cabeça pra ver. O Grito me deixou assim.
4.
Assassinos no banco de trás. É sempre assim: eu entro no carro de noite/madrugada, tranco as portas e olho no retrovisor. E passo pelo menos metade do caminho até minha casa ou destino final olhando no retrovisor pra garantir que não tem ninguém atrás. Provém de ver Jogos Mortais (filme que eu gosto muito e não me assusta, me diverte, mas mesmo assim...), com a cena na qual Amanda, vestida de porquinha (;D), sequestra outra vítima para Jigsaw se escondendo no banco de trás. Isso sem contar os inúmeros serial killers cujas histórias já fiz questão de ler que se escondiam em bancos de trás.
5.
Dormir descoberta. Vamos ao medo mais bizarro de todos. Eu não durmo sem coberta. De forma alguma, de maneira alguma, sob nenhuma circunstância. Pode estar o calor que for, eu me cubro nem que seja com uma seda egípcia. Provém de - pasme - Jovens Bruxas quando a mocinha do filme é pseudo-atacada por milhares de bichos (cobras, insetos e outras coisas nojentas). Desde então eu acho que, sem minha coberta do poder, eu serei atacada pelos tais. Antigamente eu dormia totalmente coberta (sim, a cabeça também). Depois passei a descobrir a cabeça e finalmente passei a dormir com uma perna descoberta. Assim é até hoje, mas sempre COM a coberta.

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Monday, May 19, 2008

Merlin

Ninguém conhece esse filme. Quem conhece, viu uma única vez na vida para nunca mais; às vezes porque não gostou ou porque simplesmente não achou para alugar. Eu sempre estive inclusa em ambas as opções mas ainda assim arranjei formas de assistir ao filme, seja por youtube ou por DVD pirata da Feira do Paraguai (feira de Brasília que é uma espécie de 25 de Março legalizada).
Alguns filmes só são bons ao assistimos quando somos jovens exatamente por sermos mais inventivos, inocentes e não nos preocuparmos muito com qualidade já que não sabemos analisar isso direito ainda. Merlin (Merlin) devia ser assim, ou pelo menos era o que eu afirmava a minha própria imagem no espelho quando dizia que era meu filme favorito de todos os tempos. Porém eu tive a sorte de achá-lo para vender e comprei sem pestanejar. Cheguei em casa e desesperadamente vi as duas horas e pouco. Passou como um piscar de olhos; não me sentia tão realizada assim há muito tempo e agora tenho a certeza absoluta de que este filme é o meu favorito de todos os tempos (possivelmente batido por Magnolia, mas ainda não assisti Magnolia a quantidade de vezes necessária para ficar páreo a páreo com Merlin)
O longa foi feito para a TV americana, nunca foi liberado nos cinemas (o que eu acho terrível porque, se tivesse, seria muito mágico ver Merlin e Mab se enfrentando nos penhascos na big screen). Conta a história do, ahá!, Merlin o Mago e toda sua trajetória: seu nascimento, vida e dias finais. A narração do filme é feita pelo próprio mago que, já acabado e enrugado, conta suas aventuras nas ruas para ganhar uns trocados já que “ninguém mais acredita em magia”.
Essa é a graça do filme inteiro. Você precisa acreditar. É uma das questões que eu sempre apreciei pois é o que eu acredito - não só sobre magia e sobrenatural - mas qualquer coisa na nossa vida. Se você acreditar, de verdade, por que não pode ser verdade?! Li certa vez em uma revista pesquisas com o cérebro humano que mostraram que quando as pessoas verdadeiramente acreditam em duendes, não estão mentindo quando dizem que os viram: o cérebro delas criou estas imagens e as fez “ver”. Da mesma forma, explicava porque as concepções físicas de fadas são tão diferentes de pessoa para pessoa. Se para você, uma fada é um ser humano minúsculo, é isso que ela vai ser para seu cérebro.
Merlin é meu filme favorito ever e eu vou tentar explicar os porquês. Tem um roteiro extremamente bem desenvolvido. A linguagem pode, por vezes, ser um pouco infantil mas entendam que é um filme para a TV e se houvesse um vocabulário adulto demais não atrairia espectadores infantis, que são o alvo principal das TVs de qualquer modo. O brilhantismo do roteiro está em concentrar a premissa da história no mago. Ele é, ou tenta ser a todo o momento, uma pessoa comum. Ele não escolheu se tornar mago, ele nasceu com isso quando Mab, a rainha da Escuridão em extinção, o criou para que a ajudasse a trazer os Velhos Ritos (Old Ways) para o povo que progressivamente se tornava católico. Depois de ver que Mab - apesar de estar lutando para sobreviver - era maligna até os ossos, Merlin jura que somente usará seus poderes para detê-la. Em vários momentos, ele demonstra ser uma pessoa cansada de tudo e de todos que simplesmente quer viver em paz (com sua amada, é claro, senão não tinha graça) e esquecer que magia existe. Ele nunca quis ajudar Arthur, criar Camelot, lutar contra reis malignos e etc; as circunstâncias o levaram a tais atos. É essa diferente abordagem que traz um quê de fantástico ao roteiro do filme.
Tenho que comentar um pouco sobre os efeitos especiais. Os efeitos especiais são infantis mas lembrem-se de que estamos falando de um filme de 1998. Para 1998, galhos crescendo em fast-foward era muito avançado, se quer saber. As magias que Mab solta na “batalha final” são deveras toscas mas na época era um ó. Dos efeitos especiais, o que mais me diverte sempre que assisto o filme é o jeito de andar da Mab. Basicamente, eles gravaram a atriz Miranda Richardson andando normalmente enquanto mantinham os outros personagens paralisados em cena e depois aceleravam a cena dando a impressão de que Mab andava feito um gremlin eletrocutado.
Para apreciar este filme, é preciso ter muita imaginação e não se sentir ofendido por certas blasfêmias proferidas contra a religião católica (no menu, um rei tirano, outro enlouquecido que matou todos os prisioneiros e o filho desse que traçou a esposa de um Lord fingindo ser o tal e depois largou o filho ao relento – futuro Rei Arthur). Não sou nenhuma estudiosa sobre Merlin, Rei Arthur ou correlacionados, mas a beleza do filme para mim está exatamente em associar eventos mágicos e sobrenaturais que temos conhecimento (entre eles, Excalibur, Morgan Le Fay, a Dama do Lago, o Santo Graal, Lancelot) com a vida de Merlin e da Rainha Mab. São detalhes místicos interessantes que dão um toque a mais.
É lindo de morrer e eu me emociono toda vez que assisto. É meu filme favorito então nada mais justo do que dar-lhe
10/10. Não estaria sendo coerente se lhe desse menos.

A fala destaque fica com Merlin, quando foi procurar um homem de coração puro para guardar Camelot enquanto Arthur seguia em sua busca pelo Santo Graal.

Merlin: it was like a dream, a dream of a dream. The skies parted and I saw the dream come alive before my eyes. Then… one day they’ll describe me, Arthur, Guinevere and Camelot as a dream.
[Merlin wakes up, Galahad is staring at him]
Galahad: Who are you?
Merlin: I’m Merlin the wizard.
Galahad: There aren’t any wizards left.
Merlin: I’m the last of them.

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Tuesday, April 29, 2008

Assassinos por Natureza

Esse era um filme que eu tinha uma enorme curiosidade de assistir. Imaginava que seria uma viagem psicodélica cheia de sangue, brutais assassinatos, tortura, sangue de novo e mortes. Só sendo assim para ter causado tamanho rebuliço nas mentes dos adolescentes americanos – já extremamente perturbados – e tê-los feito sair por aí repetindo a carnificina de Mallory e Mickey. Acertei em quase todas as minhas premonições, exceto a parte de ter causado aquilo tudo. Só sendo muito doente para ser afetado por um filme tão psicodélico quanto esse!
O filme é cheio de takes, acho que nunca vi cortes de cenas tão rápidos quanto em Assassinos por Natureza (Natural Born Killers). Disseram que Oliver Stone tinha se feito com cogumelos antes e baseou muitas das imagens e cenas quando Mickey e Mallory estão na estrada com as que ele via em suas viagens mentais. O que eu certamente não duvido: é surreal até dizer chega.
Repito o que meu professor de Teorias do Jornalismo nos disse: existe provocar e existe despertar. Não foram essas exatamente as palavras usadas, mas o que ele quis dizer no final das contas era que um filme como esse não provoca estudantes serial killers; ele desperta. É como se fosse aquele interruptor desligado dentro destes adolescentes. Então uma pessoa precisa ter predisposição à prática desses eventos; ou seja, precisam ter algum problema mental anterior ao filme. De acordo com meu professor - e eu concordo absurdamente – qualquer processo que acuse juridicamente o diretor, roteirista ou qualquer pessoa envolvida na produção de Assassinos por Natureza é totalmente infundado. Seria mais fácil alegar loucura à corte.
O filme fala de um casal apaixonado, Mickey e Mallory, que saem pelos EUA cometendo assassinatos brutais aparentemente sem nenhuma razão. Eles apenas querem. Em sua carnificina descontrolada, vemos que a mídia e os veículos de informação acabaram por transformá-los em ídolos nacionais. Adolescentes, no filme, querem ser igual a Mickey e Mallory e chegam até a segurar cartazes estampados “KILL ME MICKEY”. Além da crítica sobre o efeito que a mídia tem sobre as pessoas, o circo que ela faz com eventos deste tipo e a credibilidade dessa, há uma profunda crítica aos precedentes que levam uma pessoa a cometer tantas atrocidades.
Mickey e, especialmente, Mallory exalam inocência. Se deixarmos de lado os momentos sanguinários, Mallory é praticamente uma criança aos cuidados de Mickey, o que não quer dizer que eles não sabem o que estão fazendo. Como diz um dos personagens durante o filme, o casal sabe perfeitamente a diferença entre bem e mal. Eles o fazem porque querem e não estão nem aí porque não contêm seu instinto assassino. Porque eles são assassinos por natureza.
E qual a natureza de Mickey e Mallory? Ambos nascidos em famílias fragmentadas, pais abusivos, descontrolados e mães subversivas que nunca defenderam seus filhos. Ilana Casoy comenta sobre as predisposições para o nascimento de um serial killer em seu livro Serial Killer: reconheci pelo menos cinco de todas as características dos personagens.
Dizer que é culpa do filme é negligenciar a culpa da criação social a qual crianças são submetidas todos os dias. Se assim fosse, todos que assistissem ao filme sairiam por aí matando pessoas pela estrada. Eu ainda não fiz isso, nem a Minny, que me emprestou o filme e é viciada nele. Você vai fazer?

Enfim, dou um 9,5/10 para o filme porque psicodelismo demais às vezes atrapalha e a fala destaque de hoje fica por conta do Mickey que tem as melhores falas de todo o filme:

Mickey: You'll never understand, Wayne. You and me, we're not even the same species. I used to be you, then I evolved. From where you're standing, you're a man. From where I'm standing, you're an ape. You're not even an ape. You're a media person. Media's like the weather, only it's man-made weather. Murder? It's pure. You're the one made it impure. You're buying and selling fear. You say "why?" I say "why bother?".

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Sunday, April 27, 2008

O Declínio do Império Americano

Todo homem já pensou sobre o que afinal as mulheres falam quando estão juntas no banheiro e toda mulher já pensou sobre o que diabos os homens falam sobre sexo quando estão juntos. Basicamente essa é a premissa do filme: quatro amigos conversando sobre sexo enquanto preparam o jantar para as quatro amigas/companheiras que estão se exercitando, e depois se arrumando, conversando sobre... sexo.
Não deixe o título te afastar desse filme como aconteceu comigo: não tem nada a ver com guerras, mortes e problemas na bolsa de valores. O título do filme (Le Déclin de l'empire américain) tem a ver com a comparação - diga-se de passagem, inteligentíssima - feita por um dos personagens sobre a libertinagem.
Na cabeça da maioria dos personagens homens, é perfeitamente normal ter vários relacionamentos extra-conjugais e mesmo assim voltar para casa todos os dias amando sua esposa. Em alguns momentos, Remy, professor de História e o único casado dos quatro amigos, afirma que só consegue transar de verdade com sua mulher se tiver transado com outra antes. A inversão de valores é óbvia durante todo o filme.
Se formos analisar, na verdade não há uma inversão de valores; há uma demonstração de valores que existem mas não se fala sobre por causa dos costumes e regras morais. Aventuras extra-conjugais acontecem, mas é preferível fingir que está tudo bem e que é normal. É exatamente o que acontece com a esposa de Remy, Louise, quase no final do filme quando é revelado por Dominique, uma de suas amigas, que ela teria tido um caso com o professor. No início do filme, Louise afirma que sabe das escapadas do marido e que não se importa, já que também teve as suas. Somente quando Dominique faz sua revelação, Louise realmente sente ciúmes de Remy.
O filme é cheio de situações desse tipo. Enquanto elas e eles conversam sobre suas aventuras sexuais, referindo-se aos companheiros de cada uma como “aquele cara” e “aquela garota”, cenas de tais momentos intercalam os diálogos mostrando que afinal de contas essas pessoas eram os próprios amigos.
Apesar dos vários personagens e isso às vezes confundir o espectador desatento, o longa aborda tantas coisas com tantas intensidades diferentes que chegam a ser demais para uma pessoa só sentir. Desde libertinagem, ao homossexualismo, à traição, à relação com uma pessoa mais jovem. Inúmeros pontos tratados com a sutileza de uma conversa entre amigos.
Como bem terminou o filme com a brilhante fala do personagem Pierre: “j’al l’impression qu’on saura jamais le fond de l’histoire” ou, em livre tradução da legenda do DVD, “acho que nunca saberemos o fundo da história”. Nota 9,2/10.

Agora tenho que partir para Invasões Bárbaras, a continuação deste filme com os mesmos atores, quase vinte anos depois, que dizem ser extremamente mais legal e fodástico que o primeiro.

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Thursday, April 24, 2008

Gladiador

Minha lista de filmes que eu nunca vi e tenho vergonha de admitir começou a pesar na minha cabeça e me convenci de que seria legal assistir Gladiador de uma vez por todas. Primeiro porque estava disponível lá na loja e segundo porque era o único com classificação de 14 anos, portanto o único que eu poderia passar.
Das duas horas e pouco de duração do filme, gastei mais de quatro para assistir com as constantes interrupções de clientes e telefones tocando. Tive que voltar a cena da morte da família dele umas cinco vezes até conseguir assistir direito. Essas quatro horas foram algumas das mais longas da minha vida.
Vamos falar da parte técnica. O roteiro é muito bem estruturado e segue perfeitamente o conceito de introdução básica: nos primeiros 15 minutos de filme você já sabe quem é Maximus, o que ele faz, porquê ele faz e como ele faz. Conhece o personagem do Joaquin Phoenix e compreende o que o move durante todo o filme, tudo com a simples conversa na carruagem (ou seja lá o que era aquilo). São as ações dos personagens que determinam o caráter de cada um deles; não suas falas. O som e os efeitos visuais do filme são tremendos compondo, juntos, uma atmosfera de luta, tensão e emoção. A fotografia pecou em várias partes, mas manteve-se brilhante nas cenas em que Maximus lembrava de sua casa.
Russell Crowe estava demais, certamente um dos seus melhores personagens e uma de suas melhores atuações. Joaquin Phoenix me decepcionou um pouco. Adorei a atuação dele em Johnny e June (Walk The Line) e devo dizer que faltou profundidade no Commodus que ele representou. O cara matou o pai e queria traçar a irmã! Se era para ser sentimental, então que fosse muito; se era para ser calculista, então que fosse muito. Commodus era um imperador que se achava, pensava que era a reencarnação de Hércules e all that jazz. Ele ficou no meio termo, muito sem sal para mim. Quem sabe ele evoluiu de Gladiador até chegar a Johnny e June?
Ridley Scott levou muito bem essa história de vingança e lealdade. Soube mesclar perfeitamente o sentido de justiça com a crueldade; o fato do personagem querer alcançar suas metas através de meios não exatamente ortodoxos ou politicamente corretos.
Agora para a minha parte pessoal do filme. Eu não gostei, de verdade. Talvez seja porque eu passei tanto tempo na expectativa de assistir ao filme - pessoas dizendo que esse filme era fenomenal, majestoso, brilhante - que acabei imaginando uma coisa que ele definitivamente não é. Não acredito que ele tenha merecido o Oscar de melhor filme do ano, mas, pela falta de indicações dignas de receber o prêmio, foi uma estatueta de ouro bem gasta.
Dou uma nota de 8,4/10, no geral, mais pelo mérito de ser um bom filme com uma boa idéia do que pela minha sensação pós-quatro horas forçadas.
Fala destaque eu dou para o personagem que mais se perdeu no meio de toda a agitação romana de mortes, espadas e tigres: Cicero!

Maximus: Do you find it difficult to do your duty?
Cicero: Sometimes I do what I want to do. The rest of the time, I do what I have to.

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Friday, April 18, 2008

Musicais de Hollywood

Uma das coisas mais determinantes e igualmente obscuras sobre um filme é sua trilha sonora, além da fotografia, roteiro e edição de som. São áreas que ninguém leva em conta na hora de assistir um filme, só mesmo quem é cinéfilo ou estuda sobre. O povo quer saber se fulano atuou bem ou se o diretor mandou bala. Trilha sonora pra quê? Fotografia pra quê?
Eu sou uma das pessoas mais viciadas em trilhas sonoras que existe. O filme pode ser ruim até os ossos mas se tiver uma trilha sonora boa, eu vou assistir de novo só para ouvir as músicas vibrantes. Nessa categoria, incluo até mesmo High School Musical porque tem umas melodias viciantes, Mary Poppins com uma inocência magnífica e Chicago e sua violência amena e sensual.
Atualmente, me surpreendi assistindo a Hairspray mais de duas vezes por semana na locadora e assobiando a melodia enquanto locava filmes. É besteirol e totalmente cinco estrelas de um total de dez, mas as músicas são um ó - parar de ouvir é difícil demais!
Sou adepta a filosofia de que a vida deveria ter trilha sonora. Naqueles momentos onde você está dirigindo meio tresloucado de volta pra casa, morrendo de pressa, devia tocar uma música à lá Missão Impossível ou Carga Explosiva da vida pra dar mais emoção à cena. Em todas as vezes nas quais você fosse nadar numa piscina, deveria tocar a música do Tubarão só pra te sacanear. Há quem diga que musicais são besteirois com músicas pra atrair criancinhas e quem disse que eu me importo. A criança dentro de mim se diverte horrores com esses filmes e, até onde eu sei, filme - além de arte e objeto de estudo para yo - é pra divertir, entreter, então tá valendo.

Musicais maneiros: Haispray, Chicago, Moulin Rouge!, Os Produtores, Uma Vida Sem Limites.
Musicais dispensáveis: Dreamgirls, High School Musical (baixe só as músicas se estiver tanto a fim), A Fantástica Fábrica de Chocolates (qualquer um dos dois, se for assistir, assista por causa do filme... não existe coisa mais inútil do que as músicas dos Oompa Loompas).

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Sunday, April 13, 2008

Filosofias em uma locadora - Parte 03.

Tem dias que não são dias pra atender clientes chatos. Não que seja legal atendê-los, mas a maioria das vezes eu não tenho escolha então eu simplesmente me contento, faço uma cara amigável e vou à guerra. Hoje foi um dos dias que eu ficaria muito feliz se ninguém resolvesse assistir filme e fosse na loja. Fui dormir 5 da manhã, com uma puta dor de cabeça, pra acordar às 8h30 e abrir a loja. Meu humor não estava legal.
Uma das coisas da minha lista de "ações fúteis que me irritam profundamente mais do que as sérias", em relação à locadora, é cliente entrando pela saída. Tem uma porta escrito, bem grande, ENTRADA e outra escrito SAÍDA. Dizer que você não viu é ser mais cego que uma pedra. No dia especial de hoje, TODO MUNDO resolveu que seria divertido entrar pela saída. Na boa, quando o cliente entra pela saída, eu nem me dou o trabalho de falar bom dia; eu olho com uma cara de espanto ou com a expressão "nossa hein".
Lentamente, a cada cliente entrando pela saída, as sobras do meu bom humor iam pro lixo e a cada criancinha que perguntava "tia, cadê o Agente Teen um?" (um filme que está long long gone da loja e que as mesmas crianças sempre perguntam a mesmíssima coisa pra mim e eu sempre dou a mesma resposta: não temos), eu tinha vontade de voar no pescoço. Toda a minha violência reprimida de horas e horas vendo os filmes sanguinários do Guilherme estava aflorando hoje. Cliente é o bicho mais insuportável que esta natureza criou.
Já pedi demissão anyway. Consegui um estágio maneiro e o Canadá tá chegando. :D

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Monday, March 10, 2008

Vermelha ou azul?

Qual pílula você toma, a vermelha ou a azul?
Quando Matrix virou modinha, essa pergunta que dentro do filme parecia tão simples se tornou um embaraçado novelo de lã de idéias. Para os leigos que nunca viram Matrix - se é que eles existem - a pergunta consistia no seguinte dilema: Neo, famigerado "escolhido", tinha sido alertado por Morpheus que ele estava prestes a adentrar
a realidade (conceitual do filme). Até aonde ele tinha ido, ele já estava assustado o bastante para sair correndo, então uma escolha lhe foi oferecida. Se ele escolhesse a pílula azul, ele acordaria em sua casa, "amnesiado", sem ter a menor idéia de qualquer uma das teorias que lhe tinham sido apresentadas e as que ainda estavam por vir, podendo acreditar no que ele quisesse. Se escolhesse a vermelha, ele conheceria a "verdade", a realidade, novamente conceitual, do filme. Lógico que ele escolheu a vermelha, senão não tinha pano pra manga pras duas horas de filme.
Mas você, qual você toma?

Hoje meu professor de Teorias de Jornalismo levantou essa questão. Se você namorasse firme há anos, amasse sua namorada e tivesse certeza de que ela era a mulher da sua vida... mas um dia alguém lhe diz que possui fatos que provam que ela te traía desde que vocês se conheceram com o seu melhor amigo. Você prefere saber a verdade, ou fingir que está tudo bem e continuar vivendo a sua vida perfeita com ela?
Resposta da maioria das pessoas: a verdade. "Verdade".
Você não quer saber a verdade. Você acha que quer, você acha que a verdade é sempre a melhor opção em todos os casos. Você acha. Ninguém nunca tem certeza do que quer. Como meu professor sabiamente disse, nem tudo a gente tem direito de saber. Não, o povo nem sempre tem o direito de saber o que se passa por trás da pantomima do Senado assim como você não tem o menor direito de saber qual é a cor da calcinha que eu estou usando agora.

Hoje no meu trabalho, uma cliente que eu sempre indicava filmes "água-com-açúcar" veio reclamar da minha última indicação, Children of Men. Disse que adorava quando eu indicava "outros filmes" para ela e que tinha detestado o filme porque "era cheio de violência, sangue, guerra e mortes". Daí eu argumentei que o filme é interessante porque diz respeito a um futuro que é possível. Assustador e pessimista, mas possível nonetheless. Ela retrucou que ela prefiria ver o mundo como um lugar melhor no futuro e que "são esses pensamentos pessimistas que trazem um mundo daqueles", atacando a minha humilde opinião. Eu perguntei, então, qual seria o filme que melhor descreveria o futuro do planeta para ela.
Pasmem: Because I Said So. Minha Mãe Quer Que eu Case.
Essa cliente foi a prova mais descaradamente lavada de pessoas que tomam a pílula azul.

Here's what I think: pra começar, não são pensamentos que fazem o nosso futuro; são AÇÕES. Acho que ela andou assistindo muito The Secret. Então vamos todos sentar juntos na pracinha e imaginar que os dinossauros estão vivos e pans! é? Filmes como o Jardineiro Fiel, Hotel Ruanda e Diamante de Sangue são filmes violentíssimos e que retratam uma realidade (com um toque de hollywood of course). Então ela vai assistir Diário de uma Paixão e Um Amor pra Recordar porque retratam o que realmente acontece no planeta? Obrigada, meus Deuses, por sermos todos cópias fiéis da Bridget Jones em toda a sua grandiosidade.

Eu digo que eu tomo com prazer a pílula azul em certos casos específicos. Acho que às vezes a verdade faz bem, mas em alguns momentos ser ignorante é bem mais legal. Se você acha que aguenta a vermelha, good for you, eu fico feliz. Eu admito que sou fraca demais para tomá-la. A azul deve ser mais gostosa.

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Saturday, March 01, 2008

10 filmes que eu nunca vi e tenho vergonha de assumir

Eu trabalho em uma locadora, seis dias da semana, seis horas cada um. É minha função assistir filmes; não apenas para me entreter mas também para ter o que dizer quando me perguntarem "esse filme é bom?".
Não é novidade para os que me conhecem que eu tenho um grave problema, gravíssimo mesmo. Eu perco o interesse por qualquer coisa que é muito comentada por muito tempo. Vide Star Wars, a trilogia dos livros do Senhor dos Anéis e alguns seriados. Eu escuto tanto sobre essas coisas que acabo sabendo tudo sobre elas. Eu devo saber mais sobre os filmes do Star Wars do que alguém que viu todos eles, de tanto ouvir baboseira dos outros.
Mesmo assim, existem aqueles filmes - sendo mais específica à minha função - que eu me sinto envergonhada de dizer que nunca assisti. Todos os filmes citados abaixo são filmes que existem na locadora que trabalho; ou seja, o motivo para não assisti-los é pura e completa preguiça. Eles não estão em ordem de importância nenhuma.
  • O PODEROSO CHEFÃO: eu não vi nem o primeiro, então não faz sentido ter visto os outros. Uma vez, antes de minha odisséia Loka Video começar, eu aluguei como quem não queria nada e sentei pra ver. Não consegui. Parei nos primeiros 4 minutos e fui cochilar. Eu sei, eu sou uma negação.
  • IMPÉRIO DO SOL: cada vez que eu olho para a capa desse filme, meu coração apaixonado pelo Christian Bale se despedaça. Nunca assisti porque sou uma idiota.
  • O PACIENTE INGLÊS: falam tanto dele, baita filmaço, faz todo mundo chorar, altas indicações e vários prêmios. Pois é, nunca vi. Não sei porquê, nunca me animou muito apesar de eu achar o Fiennes um ator do caralho.
  • O ÚLTIMO DOS MOICANOS: é, não tem justificativa.
  • BEN-HUR: recorde de Oscars, precisa dizer mais?
  • APOCALIPSE NOW: é mesmo, eu nunca vi esse filme. Nem míseros 60 segundos dele. Se um dia vi, eu nem sabia que era. Não vi porque na época eu era muito bobinha pra assistir filmes complexos como esse e não vi agora ainda porque eu talvez continue sendo muito bobinha para filmes complexos como esse.
  • CIDADÃO KANE: eu sou uma futura jornalista (frustrada por não poder cursar o que eu quero de verdade) e nunca vi esse filme. Sempre que eu falo "curso jornalismo", as pessoas retrucam "já assistiu Cidadão Kane?" e daí eu comecei a sentir que assistir esse filme era um pré-requisito para cursar Jornalismo.
  • CINEMA PARADISO: só a capa do filme me diz que ele é extremamente bom. Em conjunto com os comentários dos clientes mais cinéfilos, eu me sinto uma toupeira por nunca ter assistido esse filme.
  • CORAÇÃO VALENTE: esse tem justificativa (não muito convincente), eu detesto o Mel Gibson. Deteeeeeesto. Detesto as atuações dele, a cara de abacaxi-no-rabo, o jeito que ele dirige filmes. Sempre detestei. Então uma vez peguei 10 min desse filme passando na Grobo e criei birra. Porém morro de vergonha de dizer que nunca vi por um motivo tão fútil.
  • GLADIADOR: acabo de chegar a uma teoria. Acho que antigamente eu não curtia muito filmes que se passavam na Idade Média e tinha guerras históricas como plano de fundo; eu pendia mais pro lado das ações bobas hollywoodianas. Por isso, Gladiador nunca foi minha opção firme para um dia de chuva em casa.
Então é praticamente isso. Gostaria de fazer algumas menções honrosas, como PULP FICTION (podem me matar), A VIDA É BELA, O BICHO DE SETE CABEÇAS, INDIANA JONES E OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (e eu nunca vi nenhum do Indiana Jones, for that matter) e PLATOON.
A vida é assim.
Um dia eu sento e assisto todos esses de uma vez só para poder deixar de ser otária.

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Thursday, January 31, 2008

9 Canções

Filmes cults são estranhos por natureza. Já começa pelo nome bastante sugestivo. Várias vezes um filme cult será denominado igualmente indie, o que é outro nome para viagem mental. Porém, há sua diferença. Cult é o filme que tem a menor concentração de diálogos por minuto; indie é o filme que usa essa falta de falas para botar uma música do Radiohead ou da Björk em cima.
Filmes cults são bons quando os diretores têm uma vaga idéia do que querem. Como isso não é muito comum na espécie, geralmente filmes cults são considerados ruins ou, no mínimo, ‘diferentes’ (com um quê de ‘bizarro’ nas entrelinhas). Já vi vários filmes que não eram exatamente Hollywoodianos (nem exatamente cults/indies) e que eram muito bons, entre eles Uma Vida Iluminada, Tolerância Zero e Flores Partidas. Então há como um filme cult, ou indie, ser bom; é só os caras que estiverem atrás das câmeras terem um pouco de bom senso. Um filme cult deve ser diferente de um blockbuster mas tem que ter o mínimo de bom senso, pelamor.
É isso que 9 Canções não tem. Bom senso.
Vai fazer um filme cult ruim assim lá na merda. Meu bom Deus.
Toda vez que você entrar numa locadora e quiser levar um filme pornô mas estiver com vergonha de perguntar ao atendente onde fica a sessão 18 anos, pergunte por esse filme porque o efeito é o mesmo. Sexo, sexo, sexo regado com nove canções de nove bandas (cults, há!).
Não tem história. Não vem me dizer que tem, que é um casal que viaja pela Europa e no meio de shows eles discutem relacionamento e transam. Não tem história. História pra mim é algo que se desenvolve com os fatos e ganha forma aos poucos. Pra criar uma história, tem que ter começo, meio e fim. Esse filme não tem nem pé nem cabeça, imagina começo, meio e fim. Só tem três coisas nesse filme: uma vagina, um pênis e músicas.
O que me diverte é ver pseudo-intelectualóides falarem sobre esse filme. Dizem que é super inteligente, cheio de sensibilidade e criatividade. Rapaz, no seu mundo autista, pode até ser que sim; no mundo em que vivemos de verdade, não. Não adianta muito falar isso pra um pseudo-intelectual cult porque pra eles isso quer dizer, mais do que nunca, que o filme é ótimo porque é rejeitado pela crítica.
Quanto mais rejeitado pela crítica, mais cult ele será e mais amado por intelectualóides ele será.
Passe longe, pessoa normal. Cult/indie, mande bala. 1/10.

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Saturday, January 26, 2008

Filosofias em uma locadora - Parte 02.

Faça o que fizer, não trabalhe com o público. Pense no custo-benefício e se você estiver lucrando pelo menos 300% do que gasta com psiquiatras, é válido. Hoje tive um daqueles momentos em que dá vontade de procurar uma terapia em grupo ou meter um soco na cara do cliente.
Eis que eu estava lá sentada no meu posto durante toda a manhã sem muito o que fazer. De manhã, pelo vasto movimento no comércio (em especial num sábado de manhã) eu me limito a mudar de posição na cadeira, trocar os filmes que estão passando, ler mais páginas do livro Prenda-me Se For Capaz e visitar o pessoal da padaria ao lado constantemente. A cada uma hora em média, um cliente se dá ao prazer de visitar a loja, perambula por 30 minutos entre as prateleiras e escolhe um, quando não zero. Hoje era mais um dia daqueles... até às três horas da tarde.
Faltavam mais sessenta minutos e eu diria adeus ao uniforme de novo, chegaria em casa e me prontificaria a fabricar mais enroladinhos de salsicha em massa. Nos últimos minutos, é minha obrigação conferir o caixa (isto é, todos os cartões, moedas e notas), ver se bate com o valor que está no sistema, registrar por escrito e lançar no malote do dia; coisa simples e executada sempre em menos de 5 minutos. Quando o relógio marcou 3h30 eu comecei meu ritual de checagem. Tinha um cliente rondando a loja e uma menininha brincando na sessão infantil então pensei que seria moleza fechar o caixa naquele dia. Às vezes é brabo porque no meio do fechamento aparece algum cliente nojentinho que resolve que quer porque quer pagar na retirada, daí entra mais dinheiro no caixa e eu tenho que reiniciar toda a contagem. Comecei.
Sabe na Espanha quando eles soltam uma dezena de bois em cima das pessoas na rua estreita? É, foi mais ou menos assim nos últimos trinta minutos antes das quatro horas. Foi assustador. Acho que nunca tinha visto mais clientes no meu turno em toda a minha estadia de Loka Video: tinham uns 10, em grupos, com crianças chorando e esperneando querendo filmes e bagunçando a loja inteira. Se uma invasão virulenta em cima de um pobre anticorpo solitário como eu não fosse o bastante, daí chegou o cliente engraçadinho.
Tem todo o tipo de clientes para serem atendidos quando se trabalha no comércio. Tem o metido, o riquinho, o simpático, o erudito, o pseudo-intelectual, o bola-cheia, o VIP e o amigão. Contudo o tipinho mais insuportável, na minha opinião, é o engraçadinho. O Engraçadinho, aqui a ser designado como CEn, acha que suas piadinhas infames farão o dia da galera dentro da loja. Já entra dando uma de palhaço, alô alô criançada, o ______ (insira aqui algum tipo de apelido bizarro, nome modificado ou alcunha pública) chegou!. O CEn usa palavras como "gracinha", "queridinha", "minha linda" ou outros adjetivos tão diminutivos quanto quando se referir a você, atendente. Na locadora, o CEn geralmente acha que tem privilégios que nenhum outro ser na Terra tem, jogando seus filmes para devolução no balcão sem dar a mínima para a fila gigantesca.
Foi isso que o babaca fez quando entrou hoje. Ele e a filha, uma patizona metida a celebridade internacional, entraram e, sem nenhuma vergonha, botaram os filmes no balcão ao lado, ignorando a fila na minha frente, e ali ficaram, esperando o atendimento. Acontece que a fila não paráva de aumentar e eu não tinha tempo nem cabeça para ficar analisando quem tinha chegado antes. Então gravei mentalmente os bonitinhos encostados no balcão e continuei atendendo o pessoal. Quando a fila estava chegando ao final, o que significava que eles seriam os próximos, o CEn perdeu a paciência e falou, em um tom bem mais alto do que o usado por pessoas mentalmente sãs, "olha aqui, minha linda, os filmes pra devolução tá, e o dinheiro! Toma conta aí!" e tacou uma nota de vinte em cima deles. Eu parei, olhei para ele e para os filmes e voltei a atenção ao rapaz na minha frente que estourou numa risada alta. "Espero que eu ganhe uma gorgeta, pelo menos", eu brinquei com ele.
A fila continuou crescendo. De cada cliente que eu atendia, nasciam mais dois logo atrás ou alguém pedindo informação sobre algum filme e onde ele estava na loja. Todos eles muito simpáticos e compreensivos quanto a minha relação de amor-ódio com a impressora (que simplesmente não imprime se não a enchermos de porradinhas na lateral). Os filmes do CEn simplesmente ficaram ali, com a grana, e eu não estava nem aí. Ele e a filha estavam sondando a loja, escolhendo filmes. Eu estava atendendo um grupo de meninas quando eles voltaram portando dois filmes. Notei que eles tinha trazido a caixinha original dos filmes e na loja nós locamos as de trás, brancas com a logomarca da loja. É um saco ter que sair do balcão para buscar filme por filme quando o cliente traz todas as caixinhas originais (e mais ainda tendo que informar quando o filme está alugado), então avisei logo a eles enquanto atendia as meninas que os filmes que deviam ser locados eram os de trás, na caixinha branca, pois aí eles teriam tempo de buscar as certas enquanto eu as atendia.
O CEn olhou pra mim e disse "queridinha, eu estou devolvendo os filmes, não locando". Eu respondi com a voz mais calma que eu pude arranjar "o senhor está devolvendo estes (apontei os outros)... e esses que vocês pegaram?". Ele parou "vamos alugar". "Pois é. É a caixinha de trás". A lindona atriz da Globo filha dele saiu em busca dos filmes nas prateleiras e voltou abanando no ar a caixinha de Piratas do Caribe 3. "Esse aqui não tem nenhuma atrás dele moça!". "Então é porque estão locados.". "Todos?!". Eu me controlei para não dizer obviamente, ô imbecil, "Todos.".
"Ah pai, todos estão locados!" voz de rato de laboratório com um abacaxi enfiado no cu. "É filha, aqui é assim mesmo." e eu continuava atendendo as meninas. Quando elas já estavam assinando o papel da retirada, o CEn veio com mais uma e perguntou, ou melhor, GRITOU como se estivéssemos em duas extremidades de um campo de futebol: "vocês tem filmes pornôs aqui?!" e ele enfatizou a palavra pornôs como se fosse o ápice de uma ópera. As mocinhas na minha frente se entreolharam e eu respondi "não senhor". No mesmo tom e volume de voz, ele continuou, abraçado à filha e na frente de outros cinco clientes: "que tipo de locadora é essa que não tem filmes pornôs hein?! Hahaha, aqui a gente ainda tem que ir por trás, caixinha de trás e não sei o que, mas não tem filme pornô?! Hahaha!". Ele não percebeu que ele estava rindo sozinho. Liberei logo as meninas para sairem dali antes que aquele maníaco tentasse alguma coisa mais surreal e resolvi que, quanto mais cedo eu os atendesse, mais rápido eles estariam longe da loja. Perguntei o número do telefone e o nome dele, como de praxe, e na hora de falar o nome dele - que era Alexandre - ele disse "Aleksander" rindo. Resolvi entrar na brincadeira e respondi séria "sinto muito, não tem esse nome nessa conta e então não posso liberar a locação, senhor" e ele resolveu parar de tentar ser engraçado e disse o nome corretamente.
Despachei o indivíduo o mais rápido possível, joguei os filmes na mão dele e falei "PRÓXIMO" quando eles falaram "obrigado, tchau!". Eu estava tremendo de raiva, de verdade, provavelmente tratei mal e porcamente os outros clientes depois dele sem querer porque fiquei muito, muito nervosa. Quando o Thiago chegou, eu praticamente saltei correndo pra fora do balcão. Pra mim, por hoje, já deu de clientela safada.

Outro dia eu faço um post sobre os tipos de clientes numa locadora.

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Wednesday, December 12, 2007

A Clockwork Orange

Quando eu assisti De Olhos Bem Fechados do Kubrick, eu parei 10 minutos depois dos créditos finais tentando entender o que fazia do Kubrick um diretor tão imensamente glorioso como todos dizem que ele é. De verdade, é um filme como qualquer outro, e digo mais: um bem fraco.
Pensei com meus botões que talvez tivesse sido apenas um erro no percurso e peguei 2001: Odisséia no Espaço. Dessa vez, passei 30 minutos depois dos créditos finais tentando criar um motivo para o porquê de eu ter perdido 2 horas na frente da TV. Pra variar, eu tinha sido enganada pela falsa impressão que a modinha deixa pra trás. É modinha dizer que qualquer filme do Kubrick é uma obra-prima, assim como é modinha dizer que Chuck Norris é o cara.
Graças a esses dois fracassos, a minha mente se recusava terminantemente a assistir Laranja Mecânica só porque eu tinha certeza que seria outra negação. Prefiro ler o livro antes de ter certeza absoluta de que o filme vai ser tão desastroso quanto um trem descarrilhado, eu pensei. Taí. Algo que o Kubrick fez. Laranja Mecânica.

Eu não sei até agora se tenho pena ou raiva do Alex. Acho que esse é o bom do filme, o que o Kubrick conseguiu fazer. Você começa sentindo raiva do cara. Tudo que ele faz contradiz o que a narração fala. Eu me senti solidária a pessoa que narrava enquanto queria encher de porrada o personagem de Malcolm McDowell (assim como toda vez que via o Alex na tela eu lembrava do Linderman fazendo cara de inocente pro Nathan na cozinha haha!).
Depois eu comecei a pensar "bem feito", que ele merecia tudo aquilo e tudo o mais. Porém depois, exatamente na cena da chuva em Home, eu comecei a sentir pena do indivíduo. Entrei em uma batalha mental entre gostar ou odiar o personagem.
Queria deixar registrado que, até agora, o único filme que prestou do Kubrick foi esse. Assim que eu achar Dr. Strangelove, The Shining e Lolita pra alugar, eu comento de novo.

Yes, eu ganhei uma máquina de datilografar muito horrorshow de aniversário. ;D
I'm siiiiinging in the rain, just singing in the raaaain...

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Friday, November 30, 2007

Metas na Minha Vida 01

Assistir todos os filmes com o Christian Bale.

Ok então.

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Saturday, November 17, 2007

Filosofias em uma locadora - Parte 01.

Enquanto eu atendo alguns clientes na locadora, eu ou a Naila, minha gerente, gostamos de ser simpáticas e eventualmente fazemos alguma piada ou comentário irônico sobre algum título de filme, alguma fala bizarra do filme que está passando na TV ou algo que está acontecendo no momento. Ontem eu estava alugando o filme O Amor Não Tira Férias para uma cliente e brinquei: "será que ele não tira férias mesmo?". Eis que um cliente já de idade que era atendido pela Naila replicou "o meu tirou".
No mesmo momento, eu pensei que ele queria dizer que a esposa dele estava de férias, viajando, qualquer coisa do tipo mas depois percebi o que ele queria dizer: ela falecera. Já a Naila interpretou de outra forma: ele não estava gostando de ninguém no momento e por isso o amor (sentimento) estava de férias.
Quantas interpretações dentro de uma mesma frase!
Depois teve uma moça que tinha escutado a conversa e quando veio ser atendida no balcão, ela disse "o meu está aposentado por um longo tempo". Hahaha!
Acho que o meu está viúvo. xDD

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Sunday, November 04, 2007

Obrigado Por Morrer

Faz tempo desde a última resenha séria de filme né? Então tá. Em homenagem a minha volta a minha vida perfeita de locadora, farei minha review deste filme (muito bem assistido enquanto Brasília se acabava em chuva do lado de fora da loja).

Escolhi como título para esta resenha 'Obrigado Por Morrer' porque é basicamente o que o personagem de Aaron Eckhart diz durante todos os 92 minutos do filme. Os culpados são vocês, fumantes, porque vocês fumam e morrem disso. Eu gosto dessa teoria, é extremamente válida na minha cabeça. Eu sempre vi milhares de propagandas de cigarros - homens montando cavalos, correndo pelas pradarias verdes dos Estados Unidos, chegando a um precipício com uma bela vista e acendendo um Marlboro para apreciá-la - e não foi por causa delas que comecei a fumar. Até porque eu não fumo (desconsidere o narguilé). Diariamente sou bombardeada por comerciais da Coca Cola na MTV e eu
detesto Coca Cola: tomo Coca apenas sob circunstâncias extremamente especiais tipo.. me salvar de alguma armadilha do Jigsaw. Isso é self-mutilation pra mim.
A idéia do filme é mostrar de forma irônica e sarcástica a indústria de tabaco dos Estados Unidos. Não duvido que exista realmente alguém como Nick Naylor, mestre em argumentação e porta-voz da indústria que mata mais gente do que armas de fogo. Como vender um produto que todos sabem de todos os males trazidos pelo uso constante (e até passivo)? Teoricamente, até os genocidas tem direito a defesa em um tribunal, certo? Pois bem, ele tem muito jogo de cintura.
E os aspectos... (pausa) peliculares do filme? Eu nunca gostei muito do Eckhart e nunca soube o porquê, achava ele muito sem sal talvez? De qualquer maneira, ele está hilário nesse filme. Suas falas durante a narração são memoráveis, vou ressaltar algumas lá embaixo. O J. K. Simmons o papel que ele mais sabe fazer: chefe durão que só reclama (vide Homem-Aranha). Katie Holmes era totalmente dispensável.
Acho que o que mais gostei nesse filme foi como eles mesclaram direitinho o script e a fotografia, a movimentação das câmeras. Ficou muito bom mesmo. Ajuda a dar aquele toque sádico que o filme queria atingir.
Esse vai ficar com
8.8/10. E isso significa que ele é muito, muito bom.

Memorable Quotes:
Nick Naylor: My job requires a certain... moral flexibility.

Nick Naylor: That's the beauty of argument, if you argue correctly, you're never wrong.

Joey Naylor: Dad, why is the American government the best government?
Nick Naylor: Because of our endless appeals system.

E a minha favorita...
Nick Naylor: Michael Jordan plays ball. Charles Manson kills people. I talk. Everyone has a talent.

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Friday, October 12, 2007

Introdução

Na verdade, o problema é que os filmes premiados pela Academia, desde que ela iniciou suas apresentações em 1928, são muito leves, monótonos, e sem graça. Refiro-me especialmente ao final desses filmes. Examine a lista dos premiados pela Academia, desde o primeiro deles, Wings, até o último, e veja que os finais não têm vida - apenas terminam, nada mais. Não há um final surpreendente, forte, uma reviravolta no enredo, como haveria se pelo menos uma vez tivessem tido sensibilidade suficiente para escolher... Bom, deixa pra lá.
Para que me entendam melhor, preparei vários exemplos que mostram como filmes premiados e famisíssimos poderiam ter causado impacto e surpresa. Bastaria os escritores e diretores terem pensado em certos aspectos. Vejamos:
1. E o Vento Levou...: Na certa você se lembra desse filme. Rhett Butler descobre a verdadeira personalidade de Scarlett e está se preparando para deixá-la. Ela, desesperada, pergunta-lhe o que será dela.
- Francamente, minha querida - responde Rhett - não dou a mínima.
E isso, você deve se lembrar, com as luzes já acesas e o público deixando o cinema aos bocejos. Nenhum choque, nenhuma surpresa, apenas: "Francamente, minha querida, não dou a mínima." Pense só o choque que haveria se o filme terminasse desse jeito:
- Francamente, minha querida - diz Rhett - não dou a mínima.
Há um segundo de silêncio profundo. Aí Scarlett diz:
- Você não pode falar desse jeito com a fina flor das mulheres sulistas! - E pegando uma arma na mesa ao lado, acerta-lhe um tiro no meio da testa, matando-o instantaneamente.

Alfred Hitchcock
Estou péssima.
Hiatus temporário até que se prove o contrário.

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Wednesday, February 28, 2007

Oscar 2007

Gostaria de deixar registrado a minha oficial raiva do Oscar. Como toda boa funcionária de locadora, eu fui assistir o Oscar na íntegra (coincidentemente no dia da minha folga). Fui me sentindo meio mal, afinal das contas, dos filmes que concorriam eu só tinha me dado o trabalho de assistir: Happy Feet, Apocalypto (e eu e o Bricio saímos antes do final), Diabo Veste Prada, Dália Negra e alguns outros sem muita dignidade para serem citados. Eu não vi Os Infiltrados. Eu não vi A Rainha.
Mas eu vi o maldito Scorsese ganhando o Oscar de melhor diretor e pensei "certo, estão sendo justos apenas" e imaginei que a coisa ia parar por ali. Agora... Oscar de melhor filme? MELHOR FILME?! Eu não gosto desse tipo de coisa. Vamos ser gentis com ele porque faz sei lá quantos anos que não damos Oscar pra esse infeliz e todo mundo reclama. Puta, eu não vi o filme. Mas eu tenho CERTEZA absoluta que ele não é digno de Oscar. Ele pode ser foda, escroto, bem dirigido, bem escrito, criativo e surpreendente.. mas NADA me tira da cabeça que foi pura palhaçada.
Melhor apresentador: nenhum, foi tudo tão forçado.
Melhor piada: "daí eu olho pro Jack Nicholson ali, sorrindo, rindo... se barbeando.."
Melhor cara: Meryl Streep.
Maior injustiça: Dreamgirls, em Melhor Canção.
Maior justiça: Labirinto do Fauno, em Direção de Arte.

Listinha de filmes pra assistir......
Os Intocáveis, O Custo da Coragem, A Vida de David Gale, O Preço da Verdade, Doce Novembro, Uma Vida Sem Limites, Os Infiltrados, Pequena Miss Sunshine, Babel, Rocky 4, O Violinista que Veio do Mar, Uma Verdade Inconveniente, Diamante de Sangue, O Ilusionista.

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Friday, December 22, 2006

filmes, muitos filmes

Bão. Acabou meu período colegial, estou oficialmente formada. Acabou minha irresponsabilidade pelos meus atos, tenho oficiais 18 anos. E acabou minha dependência financeira dos meus pais, eu tenho um emprego! E note que meu emprego é no lugar mais feliz aonde eu poderia estar: uma locadora. Por isso, agora que posso alugar um filme todos os dias, aí vão três reviews.

How to Lose a Guy in 10 Days (Como Perder um Homem em 10 Dias): levei puramente porque a moça que trabalha comigo, Grace, disse que era muito legal. O filme é só isso mesmo, muito legal. :P História clássica de filme romântico e final clássico de filme romântico então o que vale mesmo são as piadinhas e a sintonia dos atores. Conta a história de Andie, uma colunista da revista Composure, e Ben, um publicitário garanhão. Andie é obrigada pela chefe a escrever uma coluna dizendo como se perder um homem em 10 dias e vai atrás de uma vítima, enquanto Ben aposta fazer qualquer mulher se apaixonar por ele em 10 dias.
Voilà. Vai um 7,5/10.

Valiant: eu e Bricio gostamos. :D O filme é ruinzinho mesmo, é muito infantil, rápido demais (são 80 minutos de filme) e - pasme - não tem legendas! Ou você assiste dublado ou no original e pronto. Mas é tão fofo! Os pombos e tal. E é dublado pelo Ewan McGregor. A história é sobre um pombo chinfrim chamado Valiant que quer participar da Segunda Guerra Mundial como pombo-correio e virar herói da pátria. Minha nota: 8,5/10. Nota lúcida: 6/10.


Inside Man (Plano Perfeito): agora sim vamos a um filme sério. Não é necessário dizer muito quando alguém tem a brilhante idéia de unir Denzel Washington, Clive Owen e Jodie Foster. É apenas genial! Mesmo que fosse um documentário sobre bananas, ia ficar no mínimo engraçado. O filme te prende na cadeira/sofá/cama ou onde quer que você esteja o tempo todo. Não é cansativo e nem um pouco óbvio. Você tenta, mas não consegue prever o que vai acontecer. Você pensa, numa certa parte: 'aaaah, então foi assim' e alguns minutos depois você pensa 'tááá, eu sou uma otária'. :D Clive Owen é o cara que planeja o assalto a banco perfeito. Denzel Washington é o detetive chamado para impedi-lo e Jodie Foster é uma 'faz tudo' fodona que se mete na história. Ela faz tudo mesmo, inclusive arranjar um apartamento pro sobrinho do Osama. Merece 9,8/10 (porque faltou um envolvimento decente entre os assaltantes).

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Tuesday, December 12, 2006

The Break Up

Acho que nunca, em toda a minha história cinematográfica, eu senti o que estava sendo passado pelo filme com mais força do que assistindo The Break Up. O filme está sendo vendido como comédia, mas o único motivo de ser engraçado é porque você sabe que é verdade e que já aconteceu com você.
As mulheres vão entender perfeitamente o lado da Brooke, que faz das tripas coração pra deixar tudo arrumado e bonito no apartamento deles cozinhando o dia inteiro para nunca ser reconhecida pelo que faz. Os homens vão entender perfeitamente o lado do Gary, que tem que aturar passar pelos mesmos lugares todos os dias no ônibus de passeio que ele trabalha pra chegar em casa e querer apenas jogar seu videogame e relaxar.
Então é assim a história: Brooke e Gary são casados e se amam, mas nenhum dos dois está tendo o que quer da relação. Brooke faz o que toda mulher faz quando vê que só está dando merda: charme. Gary responde fazendo o que todo o homem faz quando vê uma mulher fazendo charme: liga o foda-se. E por aí segue o filme.
É complicado de assistir, ainda mais se o seu cérebro não consegue acompanhar as inúmeras discussões de casais durante o filme. Porém o legal é exatamente esse! É ver que todas as vezes que a gente discute com o marido, namorado ou peguete nós temos uma... facilidade em dificultar as coisas. Sacô? :D
Divirtam-se! 9/10.

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Sunday, June 18, 2006

Serenity

Eu não assisto séries de TV a cabo. Não vejo a menor graça em Friends (sério mesmo, não consigo rir), não acho The O.C. romântico, Lost é no máximo engraçadinho e a única série que realmente chamou minha atenção foi 24 (24 Horas) - e a única temporada que eu vi inteira foi a primeira só porque eu comprei o DVD. Não tenho saco nem horários disponíveis pra sentar e ficar vendo a mesma série por 1 hora, durante meses. Você perde um episódio e a reprise e acabou, não dá pra entender bulhufas depois (por que diabos aquele garoto foi sequestrado em Lost? Já pegaram ele de volta? Sei lá!) Quando eu vi no Judão que este filme era na verdade uma série, eu pensei "taí uma série que eu faria de tudo pra ver".
A história de Serenity começa com River Tam, uma garotinha paranormal usada em experiências científicas (SUSSA! :D). O irmão dela, Simon, a resgata do laboratório que a mantinha e ambos passam a fugir da Aliança a qualquer custo por todo o espaço. A Aliança é um bando de humanos safados que criaram uma guerra uns tempos atrás porque queriam dominar o mundo perdão, universo xD. Do outro lado da Aliança, estão os reavers: uma galerinha canibal e INSANA, na melhor definição da palavra. River e Simon se refugiam na nave Serenity, do capitão Mal Reynolds - um ex-combatente da guerra acima mencionada que agora trabalha, junto com sua tripulação, como caçador de recompensas. Em troca, River é levada nas missões do grupo porque ela - pasme! - lê mentes. Isso, claro, sem contar que é uma dizimadora de populações, mas isso só aparece mais pra frente.
Poxa vida, é LEGAL. É SUSSA ver a River detonando todo mundo na base da porrada. As piadinhas são engraçadas e, OBRIGADA, não são apenas de cunho sexual. Por que então o Brasil nunca ouviu falar dessa série? Por que nenhum gênio teve a idéia de trazê-la pra cá? Má que merda.
O filme é ótimo. É meu novo favorito. Todo mundo interpreta bem, com destaque para a cara de mentalmente perturbada que a Summer Glau faz o filme todo e as piadinhas toscas do Nathan Fillion. Dá-lhe um 10 de 10 porque MERECE. Pra mim, é melhor que Star Wars.
Fala(s) destaque(s): "They never lay down." - River Tam. "Goin' on a year now I ain't had nothin' twixt my nethers weren't run on batteries!" - Kaylee.

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