O Declínio do Império Americano
Todo homem já pensou sobre o que afinal as mulheres falam quando estão juntas no banheiro e toda mulher já pensou sobre o que diabos os homens falam sobre sexo quando estão juntos. Basicamente essa é a premissa do filme: quatro amigos conversando sobre sexo enquanto preparam o jantar para as quatro amigas/companheiras que estão se exercitando, e depois se arrumando, conversando sobre... sexo.
Não deixe o título te afastar desse filme como aconteceu comigo: não tem nada a ver com guerras, mortes e problemas na bolsa de valores. O título do filme (Le Déclin de l'empire américain) tem a ver com a comparação - diga-se de passagem, inteligentíssima - feita por um dos personagens sobre a libertinagem.
Na cabeça da maioria dos personagens homens, é perfeitamente normal ter vários relacionamentos extra-conjugais e mesmo assim voltar para casa todos os dias amando sua esposa. Em alguns momentos, Remy, professor de História e o único casado dos quatro amigos, afirma que só consegue transar de verdade com sua mulher se tiver transado com outra antes. A inversão de valores é óbvia durante todo o filme.
Se formos analisar, na verdade não há uma inversão de valores; há uma demonstração de valores que existem mas não se fala sobre por causa dos costumes e regras morais. Aventuras extra-conjugais acontecem, mas é preferível fingir que está tudo bem e que é normal. É exatamente o que acontece com a esposa de Remy, Louise, quase no final do filme quando é revelado por Dominique, uma de suas amigas, que ela teria tido um caso com o professor. No início do filme, Louise afirma que sabe das escapadas do marido e que não se importa, já que também teve as suas. Somente quando Dominique faz sua revelação, Louise realmente sente ciúmes de Remy.
O filme é cheio de situações desse tipo. Enquanto elas e eles conversam sobre suas aventuras sexuais, referindo-se aos companheiros de cada uma como “aquele cara” e “aquela garota”, cenas de tais momentos intercalam os diálogos mostrando que afinal de contas essas pessoas eram os próprios amigos.
Apesar dos vários personagens e isso às vezes confundir o espectador desatento, o longa aborda tantas coisas com tantas intensidades diferentes que chegam a ser demais para uma pessoa só sentir. Desde libertinagem, ao homossexualismo, à traição, à relação com uma pessoa mais jovem. Inúmeros pontos tratados com a sutileza de uma conversa entre amigos.
Como bem terminou o filme com a brilhante fala do personagem Pierre: “j’al l’impression qu’on saura jamais le fond de l’histoire” ou, em livre tradução da legenda do DVD, “acho que nunca saberemos o fundo da história”. Nota 9,2/10.
Agora tenho que partir para Invasões Bárbaras, a continuação deste filme com os mesmos atores, quase vinte anos depois, que dizem ser extremamente mais legal e fodástico que o primeiro.
Não deixe o título te afastar desse filme como aconteceu comigo: não tem nada a ver com guerras, mortes e problemas na bolsa de valores. O título do filme (Le Déclin de l'empire américain) tem a ver com a comparação - diga-se de passagem, inteligentíssima - feita por um dos personagens sobre a libertinagem.
Na cabeça da maioria dos personagens homens, é perfeitamente normal ter vários relacionamentos extra-conjugais e mesmo assim voltar para casa todos os dias amando sua esposa. Em alguns momentos, Remy, professor de História e o único casado dos quatro amigos, afirma que só consegue transar de verdade com sua mulher se tiver transado com outra antes. A inversão de valores é óbvia durante todo o filme.
Se formos analisar, na verdade não há uma inversão de valores; há uma demonstração de valores que existem mas não se fala sobre por causa dos costumes e regras morais. Aventuras extra-conjugais acontecem, mas é preferível fingir que está tudo bem e que é normal. É exatamente o que acontece com a esposa de Remy, Louise, quase no final do filme quando é revelado por Dominique, uma de suas amigas, que ela teria tido um caso com o professor. No início do filme, Louise afirma que sabe das escapadas do marido e que não se importa, já que também teve as suas. Somente quando Dominique faz sua revelação, Louise realmente sente ciúmes de Remy.
O filme é cheio de situações desse tipo. Enquanto elas e eles conversam sobre suas aventuras sexuais, referindo-se aos companheiros de cada uma como “aquele cara” e “aquela garota”, cenas de tais momentos intercalam os diálogos mostrando que afinal de contas essas pessoas eram os próprios amigos.
Apesar dos vários personagens e isso às vezes confundir o espectador desatento, o longa aborda tantas coisas com tantas intensidades diferentes que chegam a ser demais para uma pessoa só sentir. Desde libertinagem, ao homossexualismo, à traição, à relação com uma pessoa mais jovem. Inúmeros pontos tratados com a sutileza de uma conversa entre amigos.
Como bem terminou o filme com a brilhante fala do personagem Pierre: “j’al l’impression qu’on saura jamais le fond de l’histoire” ou, em livre tradução da legenda do DVD, “acho que nunca saberemos o fundo da história”. Nota 9,2/10.
Agora tenho que partir para Invasões Bárbaras, a continuação deste filme com os mesmos atores, quase vinte anos depois, que dizem ser extremamente mais legal e fodástico que o primeiro.
Labels: cinema
3 Comments:
Pra pirar:
http://www.omelete.com.br/cine/100012314.aspx
Não sei se o outro comentário foi, deu um erro, aqui.
By Daniel Bastos, At 1:25 PM, April 28, 2008
DEOS!
O tal do Chatwin, é bom que ele me surpreenda porque não é qualquer um que pode ser um sayajin.
By Juliana M., At 3:19 PM, April 28, 2008
Bora!
E eu fico imaginando é o Vegeta!
By Daniel Bastos, At 1:42 PM, April 29, 2008
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