Moogle Nest

Sunday, October 09, 2005

O Auto da Compadecida

Fui obrigada a pegar a imagem do cartaz do filme porque não tinha sequer uma imagem da capa do livro, mas é dele que eu quero falar. O livro. Não que o livro seja muito diferente do filme, eu sinceramente achei o filme uma obra-prima fantástica e um dos poucos filmes nacionais decentes além de uma das poucas adaptações que deram certo.
Então minha professora de literatura no 1º ano do 2º grau nos obrigou a ler O Auto da Compadecida para a prova e para o PAS (Programa de Avaliação Seriada) e lá fui eu comprar o livro com quase a certeza absoluta de que eu não ia gostar, como raramente gosto de um livro nacional. Comprei, li as 5 primeiras páginas e não consegui mais largar. Continuei lendo; lia no intervalo, antes da aula de violino, depois da aula de violino, durante as aulas de literatura, antes de dormir, no caminho pra escola, no caminho para casa. Aonde quer que eu pudesse abrir o livro e acender uma luz, eu lia.
É uma peça de teatro, é escrito como uma peça; mas ainda é totalmente divertido. Ainda não leu? Eu te empresto, eu acho um pra você, eu alugo um pra você; você simplesmente deve ler esse livro. Eu vi o filme antes de ler o livro e por isso interpretei todos os diálogos do livro que não estão no filme com os personagens do filme em mente, e não ficou nada mau. Na verdade, até ajudou mais a minha risada.
Os personagens são pessoas normais, brasileiros como todos nós. Acho que Ariano Suassuna tentou documentar não apenas a realidade nordestina, mas também o caráter humano (e brasileiro). É simplesmente fabuloso, leia imediatamente e depois leia de novo. Não há fala destaque, todas são falas destaque, todas são engraçadas e... confesso, FOFAS.

Labels:

2 Comments:

Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]



<< Home